sétimo G
Tenho que falar do sétimo G.
Logo no início do ano prometiam...
Indisciplinados, sem regras e malcriados.
Ofereciam na cara aos professores quando eram contrariados.
Claro que choveram as participações disciplinares e as consequentes sanções: suspensão de toda a actividade lectiva, bem como a proibição de permanecer dentro da escola.
Nada resultou.
As atitudes eram cada vez mais insolentes e de confronto.
Os testes eram tidos como mais um passatempo em que se entretinham a fazer o jogo do galo e desenhos de símbolos fálicos, para me afrontar.
Deixei andar e fui tomando as medidas possíveis para minimizar os problemas de comportamento.
As aulas eram um tormento e sem coerência, tantas as vezes que era necessário interromper para mandar calar ou respeitar os colegas interessados.
Até que algo aconteceu!...
Houve necessidade de eleger um novo sub-delegado. O anterior tinha mudado de escola para fugir a uma turma que ninguém conseguia controlar. Saiu um bom aluno mas salvou-se da barafunda um adolescente.
Depois de informados sobre as características de um representante, procedeu-se à eleição. O aluno mais votado foi o Vítor.
O Vítor esteve suspenso, este ano lectivo, várias vezes e é o líder. De carneirada, o grupo que lidera, obedecia-lhe e obedece-lhe cegamente. Tudo o que ele diz é lei.
Este é um aluno com necessidade de mimo e muita, muita atenção.
A directora de turma ficou perplexa perante a votação e, se houver motivo para tal, com a possibilidade de não acatar a vontade da turma.
Claro que a votação estava viciada.
Esta foi uma forma de testar a professora.
Depois de ter conversado com os alunos, levanta-se o Vítor e diz-lhe:
Dê-me uma oportunidade que não se vai arrepender.
E não é que é verdade?
Ficou, de repente, responsável!
Não admite que fiquem papéis ou outro tipo de sujidade no chão da sala de aula.
Manda calar para que as aulas decorram com normalidade.
Vai às aulas de apoio.
Estuda.
Mas ainda responde com muitas asneiras...
Fica a minha reflexão:
Por vezes é preciso tão pouco para ter tanto!
Ao Vítor foi apenas necessário confiar e dar-lhe alguma responsabilidade para que ele se transformasse.
E nós sempre a teimar em não ver que o que eles precisam é mesmo de colo e atenção.
Que grande lição eu aprendi nestes últimos tempos...
Logo no início do ano prometiam...
Indisciplinados, sem regras e malcriados.
Ofereciam na cara aos professores quando eram contrariados.
Claro que choveram as participações disciplinares e as consequentes sanções: suspensão de toda a actividade lectiva, bem como a proibição de permanecer dentro da escola.
Nada resultou.
As atitudes eram cada vez mais insolentes e de confronto.
Os testes eram tidos como mais um passatempo em que se entretinham a fazer o jogo do galo e desenhos de símbolos fálicos, para me afrontar.
Deixei andar e fui tomando as medidas possíveis para minimizar os problemas de comportamento.
As aulas eram um tormento e sem coerência, tantas as vezes que era necessário interromper para mandar calar ou respeitar os colegas interessados.
Até que algo aconteceu!...
Houve necessidade de eleger um novo sub-delegado. O anterior tinha mudado de escola para fugir a uma turma que ninguém conseguia controlar. Saiu um bom aluno mas salvou-se da barafunda um adolescente.
Depois de informados sobre as características de um representante, procedeu-se à eleição. O aluno mais votado foi o Vítor.
O Vítor esteve suspenso, este ano lectivo, várias vezes e é o líder. De carneirada, o grupo que lidera, obedecia-lhe e obedece-lhe cegamente. Tudo o que ele diz é lei.
Este é um aluno com necessidade de mimo e muita, muita atenção.
A directora de turma ficou perplexa perante a votação e, se houver motivo para tal, com a possibilidade de não acatar a vontade da turma.
Claro que a votação estava viciada.
Esta foi uma forma de testar a professora.
Depois de ter conversado com os alunos, levanta-se o Vítor e diz-lhe:
Dê-me uma oportunidade que não se vai arrepender.
E não é que é verdade?
Ficou, de repente, responsável!
Não admite que fiquem papéis ou outro tipo de sujidade no chão da sala de aula.
Manda calar para que as aulas decorram com normalidade.
Vai às aulas de apoio.
Estuda.
Mas ainda responde com muitas asneiras...
Fica a minha reflexão:
Por vezes é preciso tão pouco para ter tanto!
Ao Vítor foi apenas necessário confiar e dar-lhe alguma responsabilidade para que ele se transformasse.
E nós sempre a teimar em não ver que o que eles precisam é mesmo de colo e atenção.
Que grande lição eu aprendi nestes últimos tempos...
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